MANUAL DO BEIJO

Ritmo, química, encaixe, o que está por trás de um beijo bom?

Beijar é muito bom. Apaixonada, ainda melhor. Sem paixão, com tesão, por que não? Tem beijo doce, beijo faminto, beijo-mordida, molhado também, tem beijo até pra selar amizade, o famoso "selinho". Tem os inesquecíveis, os surpreendentes, os que foram roubados e os que nos deixamos roubar. Tem beijo proibido, beijo ousado, beijo-tabu, beijo lambuzado. A gente quer todos e quantos mais inventarem. A gente quer inventar.
E beijar. Você já beijou alguém hoje? Conversamos com especialistas no assunto e reunimos dicas para você mandar superbem. Porque se o rosto é o cartão de visita, o beijo, meu bem, é a visita em si.
- Olhos fechados ou abertos"Se estiverem fechados, você concentra a sua atenção mais na sensação do beijo, na boca. Se estiverem abertos, você aproveita para trocar energia também pelo olhar. Então, a escolha é sua, mas o que não vale é beijar olhando para os lados" - Sérgio Savian, especialista em relacionamentos amorosos.- Explore o ritmo dele"Vale morder, sugar, roçar... O legal é explorar a boca e são tantos os movimentos que precisaríamos de uma página inteira para demonstrá-los, mas dois são bastante interessantes: experimente roçar lentamente a língua no céu da boca no momento do beijo. Outro é contornar os lábios dele com a língua, lentamente, e, logo depois, beijá-lo profundamente.
Descubra o ritmo dele e imponha o seu também. Deixe ele comandar alguns movimentos, siga-os e, depois, vá fazendo os seus próprios. Um bom beijo é assim, feito por duas pessoas. Outra dica é usar a sua respiração para deixar o cara entusiasmado. Quando estiver no meio do beijo, respire com força e profundamente. Então, estreite-o mais ainda nos seus braços" - Pedro Paulo Carneiro, jornalista, autor de "Dossiê do Beijo: 484 Formas de se Beijar".
- Use as mãos a seu favor"As mãos fazem parte de um bom beijo. Enquanto você beija, pode fazer carinho nos cabelos dele, no rosto etc" - Sérgio Savian, especialista em relacionamentos amorosos.
- Mão-boba"Se você não quer a 'mão boba', o ideal é deixar seus braços caírem na lateral de seu corpo e segurar as mãos do outro com delicadeza, fazendo carinho e guiando-as para as áreas de seu corpo onde gostaria de senti-las.
Por exemplo: pode guiá-las para a sua cintura ou para as costas. Mas tudo com jeitinho!" - Pedro Paulo Carneiro, jornalista, autor de "Dossiê do Beijo: 484 Formas de se Beijar".
- Em que lugares os homens gostam de receber beijos e mordidinhas?"Isso depende muito, mas, em geral, beijos no pescoço, nas orelhas, nas têmporas, na testa, no nariz e até nos olhos são excelentes complementos para o beijo na boca.
Ainda assim, alguns podem estranhar, então a minha dica é ir beijando lentamente essas outras áreas, sem pressa, para que você possa sentir se ele está gostando ou não" - Pedro Paulo Carneiro, jornalista, autor de "Dossiê do Beijo: 484 Formas de se Beijar".
- Beijar chupando balaJá experimentou com balas de menta ou anis? Coloque na geladeira e ofereça para o seu bem. Depois, grude-se nele, claro. Você não vai nem lembrar que existem calorias. "Sim, é totalmente válido! É até legal você compartilhar com a pessoa a bala, frutas, mel, chocolate, gelo... É divertido introduzir um elemento surpresa no beijo, seja ele um doce, uma técnica ou um jeito diferente de beijar" - Pedro Paulo Carneiro, jornalista, autor de "Dossiê do Beijo: 484 Formas de se Beijar".
- Batom: ame-o ou deixe-o"Ajuda a ficar com a boca bonita, atraente. Mas pode atrapalhar porque se espalha pelo seu rosto e pelo rosto dele" - Sérgio Savian, especialista em relacionamentos amorosos. Entre quatro paredes, tudo bem. Em público, é bom tirar o excesso e, se possível, passar só um gloss. Você não vai querer deixar o seu gatão com a cara do Coringa, do Batman, vai? Caso a resposta seja afirmativa (mázinha, você, hein?), leve um lencinho umedecido na bolsa. Ele vai adorar a sua gentil preocupação com o bem-estar dele.

É SÓ A CABECINHA . VOCÊ ACREDITA NISSO?

Que mulher nunca viu essa cena: vocês dois estão lá, na maior empolgação, mãos bobas rolando de um lado a outro, a roupa já toda amassada, a saia quase transformada em um tomara-que-caia. Você diz que só quer dar uns amassos e ele, querendo seguir em frente, solta o inevitável sussurro: "Deixa vai, é só a cabecinha".Momento de tensão: você dá aquela paradinha, olha para ele, faz de conta que pensa um pouquinho e diz: "vai, mas só isso, hein". Doce ilusão, todas ouvem isso, todas acreditam e todas são enganadas.
Ouvi da boca de um amigo: Vocês mulheres são muito burras, como pode ser só a cabecinha se o pênis não tem ombro! E não é que esse menino tem razão.
As mulheres estão a cada dia mais avançadas, são anos de estudo, anos de conversas no banheiro e a mulherada não aprende que isso é uma mentira?
É a mesma coisa que um moleque falar para mãe que quer ir ao parque de diversões e dizer que não vai brincar em nenhuma atração, vai ficar lá, na beiradinha, observando.
A verdade é uma só, meninas: os homens não ficam na beiradinha observando. Se eles dizem que vão ficar, boba é quem acredita.
E parafraseando as campanhas instituicionais, você já sabe: não dirija se beber e, se não estiver protegida e não quiser ficar grávida, não caia nessa da cabecinha.Agora, se você estiver protegida e quiser só fazer de conta que será surpreendida pelo avanço do rapaz, entre na brincadeira, diga não e faça de conta que foi surpreendida pela ousadia do "dom juan".
Os homens são muito bobinhos, com certeza ele vai acreditar que foi à frente sem a sua autorização.
Ele se sentirá como um super-homem. Deixe! As mulheres temos esse poder de fazer com que os homens achem que são imbatíveis.

CASE COM UM SAPO! ESPERAR PELO PELO PRINCIPE ENCANTADO?

Marry Him: The Case for Settling for Mr. Good Enough” chega às livrarias americanas disposto a provocar as mais maduras. Sem rodeios, a escritora Lori Gottlieb propõe que as mulheres com mais de 30 anos cessem a busca pelo homem perfeito e se casem com um “cara legal”.

Segundo ela, as mulheres estão perdendo ótimas oportunidades amorosas por conta do alto nível de exigência. “Existem homens maravilhosos que querem compromisso, são inteligentes e divertidos. Eles podem não ser lindos, mas poderão fazê-la feliz”, afirma em seu livro.

Gottlied dispensa o uso de meias palavras e determina: “Pergunte a qualquer mulher heterossexual beirando os 40 anos o que ela mais anseia na vida. Ela provavelmente não vai dizer que é uma carreira melhor ou uma cintura mais fina, ou ainda um apartamento mais espaçoso. O mais provável é que ela diga que realmente deseja um marido”.

O conceito de felicidade de Lori Gottlieb já provoca a ira de outros escritores da área comportamental. “Isso é um absurdo. Eu só encontrei o homem ideal aos quarenta anos e agora me dou conta de que ele realmente foi merecedor de minha espera”, rebate Maureen Waller, autora de "The English Marriage: Tales of Love, Money and Adultery", livro que retrata a história dos casamentos na Inglaterra.

Waller ainda compara os desejos íntimos das mulheres com a ficção. Para ela, assim como Carrie Bradshaw, no filme “Sex and the City”, a maioria prefere esperar pelo homem certo - correndo todos os riscos - do que se contentar com o “quase certo” e sem muita paixão.
Mas as críticas parecem não abalar Gottlied, que apesar de já ter desistido do príncipe, ainda não encontrou o “sapo da felicidade”. Mãe solteira quarentona, ela imprime a seguinte dedicatória na página de abertura de seu livro: "Para meu marido, quem quer que seja".

QUEIME CALORIAS PRATICANDO SEXO.

Aliar a perda calórica ao prazer pode ser bem divertido

Além de aliviar tensões e estimular a mente, o sexo também é um aliado da boa forma física. Nos dias mais inspirados, com apenas 30 minutos de prática é possível queimar até 250 calorias - equivalente a jogar vôlei de praia por meia hora.

As posições que necessitam de bastante esforço, como de pé e “papai e mamãe”, são as campeãs em perda de energia.

Cássio dos Reis, psicólogo e orientador sexual, acredita que o segredo está no “antes”. Para ele, as carícias preliminares ao orgasmo marcam o ritmo da perda calórica. “O problema é que essa fase costuma ser vivenciada de forma muito rápida”, diz.

Além de beneficiar o shape, o sexo também tonifica os músculos. Eliane Souza, personal trainer da academia Runner, explica que quadríceps, glúteos, panturrilha, abdômen e, principalmente os membros inferiores, são os mais beneficiados.

Há diferença de gasto calórico entre homens e mulheres, e também variação do cálculo de acordo com o peso corporal de cada um, mas o importante mesmo é praticar o sexo saudável e aproveitar o prazer para perder uns quilinhos.

Curiosidades O livro “Como Emagrecer Fazendo Sexo” (Ed. Ediouro) faz relações divertidas entre comida e queima calórica. Confira algumas das comparações:
1 hora de preliminares intensas ou 18 minutos de sexo queima 1 fatia grande de bolo de chocolate53 minutos de beijo de língua derrete 1 cheeseburguer com 14 fritas;
15 minutos de sexo oral queima 11 uvas;
14 minutos de carícias elimina uma colher de sopa de mousse de chocolate;
Sonho erótico com ejaculação involuntária queima 16 calorias;
Tentar explicar uma “pulada de cerca” dá um trabalhão e detona 165 calorias. Prepare-se para queimar outras tantas, pois novas explicações serão necessárias.

15 dicas quentes para prolongar o prazer na cama

Aumentar o tempo do sexo pode ser uma boa pedida para esquentar o relacionamento que anda meio murcho. Já pensou nisso?

Com o tempo, é comum o sexo dar uma esfriada e as “rapidinhas” tomarem conta do relacionamento. Motivos no nosso dia-a-dia não faltam para nos privar de momentos mais prazerosos com o parceiro. Pode ser a falta de tempo, de paixão ou até mesmo a rotina, que acaba com qualquer casal.

O que fazer para mudar a situação? Em primeiro lugar, se gostar e querer dar prazer. “Cada casal tem sua performance e seus truques. O ideal é que o clima seja de carinho. Algumas fantasias fazem bem, mas tem que ser de comum acordo”, alerta a terapeuta sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan.

Estar ali só de corpo presente também não facilita nada. Se o que você quer é ter momentos mais agradáveis, é melhor se dedicar ao assunto. “Prolongar o prazer depende de uma compreensão sobre nosso funcionamento psico-fisiológico. A maioria dos homens denomina prazer ao orgasmo e ejaculação”, comenta o terapeuta sexual Oswaldo Rodrigues Júnior, do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex).

Mas é claro que uma transa não se resume a isso. Se você está interessada em prolongar o prazer na cama, é preciso rever os conceitos – e ajudar seu parceiro a rever os dele também. Veja a seguir alguns truques.
Para os dois
1. Treine seus sentidos. Dirija suas atenções para as sensações que trazem bem-estar sensorial, classificando os variados prazeres diários.

2. Compartilhe seus desejos. “Converse sobre as fantasias, ensine segredos do corpo e toque o outro do jeito que lhe agrada. Descubra o caminho do prazer”,

3. Invista nas preliminares. “Elas são muito importantes e devem ter a atenção especial do casal. Um beijo, uma carícia especial... O cérebro é invadido por uma onda gigantesca de excitação que leva a pessoa ao prazer sexual”, diz a terapeuta sexual.

4. Programe jogos eróticos pré-penetração. Dê as regras para o corpo desejar prolongar o ato sexual. “Dê atenção aos cinco sentidos, de como cada um será estimulado, focando a atenção nestes prazeres”, explica Oswaldo Rodrigues Júnior.

5. Brinque e faça carícias como cócegas. Sinta o corpo dele tremer e se entregue a esta sensação. Permita que o prazer aumente e não pare este processo.

6. Planeje o sexo analisando os dias mais favoráveis (e com tempo) para se entregar às carícias prolongadas. “Ter pouco tempo ou saber que os filhos vão bater à porta vai tornar a relação mais curta e ansiosa. Para que se prolongue, devemos deixar de lado qualquer discussão e se colocar por inteiro”, orienta a urologista e terapeuta sexual Sylvia Faria Marzano.
7. Não se cobre, nem cobre o desempenho do outro. Isso só gera frustrações.
Para ela
1. Use e abuse da sensualidade natural. Identifique pontos positivos e como melhorar algumas qualidades importantes. “Estar feliz com você é imprescindível para que se valorize. Confie em você e desperte a atenção e o interesse da pessoa amada”, comenta Maria Helena Vilela.

2. Identifique as fantasias que tem e divida com o parceiro, de modo claro e aberto. “Pensar em sexo durante o dia favorece o planejamento em prol das atividades sexuais e com variação, não apenas dedicada ao romantismo que é mais comum às mulheres”, explica Oswaldo Rodrigues Júnior.

3. Outra dica: não deixe que a ereção dele se acabe. E entre uma penetração e outra, use a criatividade para deixar a barraca armada. Vale pés, mãos, lábios, joguinhos, peitos e o que mais a imaginação e o desejo permitirem.

4. Não tenha medo “do que ele vai pensar se eu pedir isso”. “Faça tudo o que tiver vontade e se dispuser a conversar com o parceiro. Leia sobre o assunto, aprenda sobre sexo”, diz Sylvia Marzano.
Para ele
1. Evite gozar. Sim, quanto mais tempo demorar para ejacular, maior será seu prazer. E para isso vale interromper quando estiver quase lá e dar uma respirada. Ficar dois ou três dias sem ejacular também ajuda a ficar com todo o vigor.

2. Dedique-se ao prazer sensorial. “Mas sem exacerbar o pensado, as ideias fantasiosas que lhe são mais comuns, mas que seja de encontro com as necessidades femininas”, orienta Oswaldo Rodrigues Júnior.
3. Deixe-a gozar quantas vezes quiser. Isso não significa que você também tenha que ir para a lua junto. Espere e recomece tudo novamente.
4. “Mulheres têm dois pontos G: um em cada ouvido”, brinca Sylvia Marzano. Converse bastante, provoque. Vai valer a pena.

Melhor perfume para atrair os homens são os hormônios femininos,

As mulheres gastam bilhões anualmente em perfumes que possam ajudá-las, entre outras coisas, a atrair um parceiro, porém nenhuma fragrância artificial pode ser melhor do que os hormônios naturais femininos para esta tarefa, segundo cientistas da Universidade do Estado da Flórida, nos EUA.

Na pesquisa, os especialistas avaliaram amostras de saliva de homens antes e após eles cheirarem camisetas que haviam sido usadas por mulheres durante três noites em várias fases de seu ciclo menstrual ou camisetas que não haviam sido usadas. E descobriram que aqueles que haviam cheirado a roupa usada por mulheres que estavam ovulando apresentavam os mais altos níveis de testosterona na saliva. Além disso, os homens classificaram o odor dessas camisetas como o mais prazeroso, comparado ao das roupas usadas por mulheres que não estava ovulando e ao de camisetas não-usadas.
“Este estudo é o primeiro a oferecer evidência direta de que as ‘pistas’ olfativas da ovulação feminina influenciam respostas biológicas em homens”, destacaram os autores. E, segundo os pesquisadores, essa resposta biológica poderia promover um comportamento relacionado ao acasalamento.

FALTA DE SEXO PREJUDICA O HUMOR E A CONCENTRAÇÃO...

Masturbação pode ser alternativa para liberar energia sexual em período de abstinência
Não é por acaso que programas de confinamento levam o nome de “reality-show”. As alegrias e dificuldades vivenciadas pelos participantes refletem a vida real, como é o caso da atriz Cacau Melo, concorrente de “A Fazenda”, que reclamou da falta de sexo. Segundo ela, a abstinência sexual, que já dura quase dois meses, vem provocando irritação e mau humor.

Solidário, o companheiro de confinamento Mateus Rocha recomendou sutilmente a masturbação: “Não reprima seus sentimentos, vá ao 'reservado' e faça”. “Não, só isso não dá conta não”, retrucou a atriz.

A sexóloga Carmen Janssen explica que o orgasmo funciona como uma descarga de energia. “Mas, para isso, são necessários estímulos, e quando eles são reprimidos por alguma razão, a tensão não é aliviada, o que causa a irritação”, analisa Janssen.

Segundo a sexóloga Walkiria Fernandes, a energia sexual - libido - vai sendo estocada no corpo e tem que ser liberada. “Se não for pelo caminho do sexo, geralmente ela sai em forma de nervosismo, mau humor, impaciência”, explica.

Mateus Rocha estava certo, a masturbação pode ser uma solução temporária para o problema de Cacau. “É claro que a masturbação não substitui o contato corporal com o outro, além de todas as sensações e emoções que o encontro erótico pode proporcionar, mas nem sempre temos o parceiro na hora que desejamos. Então, ficar irritado ou frustrado para quê?”, diz Janssen, que conclui: “O sexo faz parte das nossas necessidades fisiológicas fundamentais, assim como comer, beber e respirar”.

A atriz Cacau Melo, participante do "reality-show" “A Fazenda”, reclamou da falta de sexo
Além de prazeroso, o sexo traz diversos benefícios, entre eles:
· Melhora a circulação sanguínea;
· Fortalece os músculos;
· Aumenta a auto-estima;
· Melhora o humor e o sono;
· Estimula a criatividade;
· Reforça o sistema imunológico;

Dormir brigado com o parceiro afeta amor e saúde

Além de prejudicar o relacionamento, hábito de ir deitar sem fazer as pazes depois da discussão pode desencadear insônia.

Em uma relação estável, é natural um casal discutir, se desentender. Mas quando as brigas se estendem até a hora de dormir não é só o namoro ou casamento que corre riscos.

Dormir sem chegar a um acordo, pedir desculpas ou desabafar gera um problema ainda maior no dia seguinte, analisa a terapeuta de casais Cláudya Toledo, autora do livro recém-lançado "Sexo e segredos dos casais felizes". Segundo ela, o ideal é nunca dormir em desarmonia, com mágoa. "As conseqüências em longo prazo, além do fim da relação, podem ser emocionais, mentais e depois físicas", diz.

Uma briga ou problema conjugal que persiste por dias ou semanas pode eventualmente ser um fator que desencadeia um quadro de insônia. Segundo o médico Luciano Ribeiro, neurologista e presidente da Associação Brasileira do Sono, noites pouco ou mal dormidas em sequência têm potencial para gerar um distúrbio de sono que vai se perpetuar após o conflito. "Uma insônia crônica, acima de 30 dias, começa por um motivo. Para quem já tem tendência a ter insônia, situações emocionais desse tipo são fatores de piora", explica.

O insone pode ter repercussões como ansiedade, irritabilidade, problemas de memória, aprendizado e até mesmo um quadro depressivo. "Às vezes a pessoa dorme durante a noite, mas a cabeça funciona 24 horas sem parar, o que gera fadiga mental", completa Ribeiro.

Camas separadas como alternativa
Com estigma de crise conjugal, as camas separadas podem ser melhores para o casal em situação de conflito, na avaliação da terapeuta Cláudya. "Se você não está brigado, mas está desgastado com a outra pessoa, durma alguns dias separados até aquilo passar. Às vezes você resolveu o problema, mas não gostou do que ouviu, ficou machucado". Nesses casos, uma noite no sofá é a melhor opção.

Cláudya ressalta ainda que desentendimentos constantes sobre o mesmo assunto e brigas longas não são adequados: "A discussão deve ser pontual. O casal não deve deixar as coisas ficarem grandes, monstruosas, intermináveis". Quando o assunto é extenso, a terapeuta recomenda que o casal deixe claro até onde a questão foi resolvida, concorde em pelo menos algum aspecto, chegue a alguma conclusão e então deixe outros pontos para serem resolvidos depois.

Viagra para mulheres" e atua no mecanismo cerebral que ativa a libido

"Pílula do desejo" a caminho do mercado mundial

Na reta final de lançamento, remédio é apelidado de "Viagra para mulheres" e atua no mecanismo cerebral que ativa a libido.
Após mais de uma década do lançamento do Viagra está em fase final de testes a versão feminina do medicamento que revolucionou o comportamento sexual masculino tratando problemas de ereção (a disfunção erétil).

Desenvolvida pela farmacêutica alemã Boehringer Ingelheim, a nova pílula aumenta a libido feminina agindo diretamente no cérebro.

O mecanismo de atuação foi descoberto acidentalmente, em 2002. Na busca por um tratamento para depressão, a empresa tropeçou em um composto que, em vez de levantar o ânimo das pacientes, aumentava o apetite sexual. Após um período inicial de hesitação, a empresa resolveu investir na nova descoberta. Batizado de flibanserin o princípio ativo ajuda a restaurar o equilíbrio entre mecanismos de excitação e inibição da resposta sexual, agindo diretamente nos neurotransmissores cerebrais.

“O medicamento pode finalmente mudar a ideia de que a diminuição do desejo não envolve apenas um parceiro sexual ruim, mas pode estar relacionada a uma disfunção no funcionamento do cérebro”, afirmou ao site da Bloomberg norte-americana o neurologista Jim Pfaus, da Concordia University, em Montreal, no Canadá, que conduziu os primeiros experimentos em ratos com a “pílula do desejo”.

Os testes foram realizados com mais de duas mil mulheres nos Estados Unidos, Canadá e Europa, usando quatro diferentes dosagens do medicamento. Apenas a maior delas, de 100 miligramas, se mostrou eficaz.
De acordo com o jornal britânico The Independent, aquelas que tomaram o medicamento na dose correta afirmaram ter alcançado mais satisfação e maior frequência nas relações sexuais, além de aumento do desejo. Para os pesquisadores a nova descoberta é, apesar do mecanismo de ação distinto, uma espécie de Viagra feminino.

Enquanto a Boehringer recruta mulheres com mais de 40 anos para seguir com os testes, os resultados obtidos até agora já foram suficientes para transformar o flibanserin em foco de atenções no 12º Congresso da Sociedade Européia de Medicina Sexual, que termina amanhã em Lyon, na França. Se conseguir comprovar sua eficácia e segurança no tratamento de um dos maiores dramas femininos, a perda da libido, a medicação pode chegar ao mercado dentro de 3 anos. A expectativa é de que as vendas do medicamento ultrapassem as cifras obtidas com a comercialização dos remédios para disfunção erétil – 2 bilhões de dólares por ano.

MASTUBAÇÃO FEMININA AINDA É TABU

Apesar da revolução sexual e da evolução social feminina, elas ainda estão presas aos mitos que envolvem o prazer solitário

Segundo dados do Kinsey Institute, entidade ligada ao trabalho do revolucionário pesquisador norte-americano Alfred Kinsey, 11% das mulheres afirmaram nunca ter se masturbado – contra um percentual de 5% verificado entre os homens. Portanto, apesar de muitas delas já terem quebrado o tabu da masturbação, ele ainda existe. E já está mais do que na hora de ser superado.



A masturbação feminina, segundo a Dra. Glene Rodrigues, médica ginecologista e terapeuta sexual, é um tabu que está diretamente ligado às dificuldades na educação familiar e na escola. Ela conta que, para as meninas, é normal e espontâneo o descobrimento do prazer através da manipulação do próprio corpo a partir dos quatro anos. Nos meninos, um pouco antes disso (por volta dos três).

Essa época é uma simples descoberta de prazer. A ligação desse prazer com a sexualidade só aparece a partir da adolescência. Quando a menina está descobrindo esse prazer, a mãe, ou alguém da família, costuma aparecer com algum posicionamento negativo ou punitivo, que acaba acompanhando a menina pela vida toda. Nessas horas, a melhor coisa é explicar que o toque é bom, que é gostoso e natural, mas que deve ser feito com privacidade por ser algo especial, e que a criança não deve nunca permitir que alguém a toque – isso previne a culpa e os abusos.

A doutora Glene explica que a Igreja teve uma boa participação na construção desse tabu. Quando, na Europa, os banhos diários foram desaconselhados por ocasionarem a “doença do banho”, a preocupação na verdade era com a nudez e com o toque no próprio corpo. Como a religiosidade, seja ela qual for, está muito presente nas famílias, elas trataram de manter essa ideia de que o toque no próprio corpo é algo ruim e que depõe contra a mulher.

Revolução sexual?
Há aproximadamente quarenta anos, com a revolução sexual e o aparecimento do movimento feminista, a expressão da sexualidade feminina ganhou mais espaço na mídia e nas produções cientificas que começaram a contestar a moral e as proibições em relação ao sexo.

A Dra. Giovanna Lucchesi, psicóloga especialista em sexualidade, diz: “hoje percebemos dois discursos referentes à educação sexual feminina: um deles é a mulher que compreende sua própria sexualidade repleta de restrições, mitos e tabus. Outro é a expectativa de uma mulher hiper-sexualizada, sendo que a masturbação nos remete ao segundo modelo em que a manifestação da sexualidade feminina é constantemente compreendida como ‘vulgar’ e ‘inadequada’”.

No entanto, mesmo com os avanços do feminismo, ainda restam preconceitos entre as próprias mulheres. “A masturbação feminina é um tabu, muitas vezes vista como desnecessária pelas mulheres, principalmente quando há parceria sexual e afetiva. Como se a masturbação fosse um ato de mulheres que não têm parceiros ou que a automanipulação fosse um comportamento inadequado”, comenta.

Glene atende mulheres de todas as idades em seu consultório e conta que só após os 30 ou 40 anos elas se sentem livres para descobrir o próprio corpo e o prazer que ele pode trazer.

Homens x mulheres
A questão é que há muitas diferenças entre os homens e as mulheres, que acompanham o fato de eles se masturbarem mais ou menos. Segundo a ginecologista e terapeuta sexual, as mulheres não se focam no sexo; elas pensam em outras coisas, mesmo quando estão se masturbando, o que dificulta bastante as coisas. “O pensamento tem que estar conectado. O primeiro órgão de prazer da mulher é o cérebro”, define. Já os homens não pensam em outra coisa na hora do sexo, não se dispersam.

Ela diz que é da natureza da mulher querer afeto. Mesmo aquelas que têm poucos problemas morais em admitir que se masturbam acham que o orgasmo não é o suficiente. O amor e o sexo, para as mulheres, andam juntos. “Mesmo que a mulher tenha conquistado a liberdade de decidir se vai engravidar, a dificuldade emocional que ela tem em relação ao sexo sem amor é enorme. Não dá pra querer competir com os homens nesse quesito. É do feminino querer cumplicidade”, afirma.

Cada mulher funciona de uma maneira diferente, e é importante que ela se conheça, se descubra e se toque sem culpa. “Uma paciente minha não conseguia se tocar com os dedos, a sensação do próprio dedo em sua vagina a bloqueava totalmente. Um dia ela descobriu que podia se masturbar usando a enceradeira! Rimos muito no consultório imaginando como as vendas de enceradeiras aumentariam se as outras mulheres descobrissem isso”, diverte-se Glene.

Essa redescoberta do prazer que a mulher faz é particular e única. Cada uma tem sua história, sua vontade, seu momento. Há quem goste de usar o chuveirinho, um travesseiro ou o próprio dedo. A ginecologista lembra que o uso de gel lubrificante também ajuda muito.

O Relatório Kinsey
Um zoólogo (isso mesmo, o cara era zoólogo!) americano chamado Alfred C. Kinsey foi um dos pioneiros a fazer do sexo um estudo científico. Era o ano de 1938 e o assunto era totalmente proibido. Seu primeiro relatório, chamado “Comportamento sexual da mulher”, publicado no começo da década de 1950, continua incrivelmente atual.

Embora alguns pesquisadores brasileiros prefiram as pesquisas de campo feitas em território nacional, Kinsey pregou contra os mitos sobre o prazer da mulher e ajudou a abrir caminho para Shere Hite, que veio com seu relatório bombástico na década de 1970.

Ele defendeu a contracepção, provou que a masturbação é uma descoberta normal do ser humano e não provoca cegueira nem pelos nas mãos – mitos que, acredite se quiser, a gente continua ouvindo até hoje. Segundo pesquisa realizada em 2002 e publicada no site do Kinsey Institute, existem vários indicativos sobre a prática da masturbação feminina:

- Um estudo feito com estudantes universitários apontou que 98% dos homens afirmam já terem se masturbado, contra apenas 44% de mulheres que admitiram ter praticado o sexo solitário pelo menos uma vez.

- Os homens afirmam masturbar-se cerca de 12 vezes por mês, enquanto as mulheres dizem fazê-lo cerca de 4 vezes por mês.

- Quando têm um parceiro sexual fixo, que more com eles, 85% dos homens afirmam manter o hábito da masturbação, contra 45% das mulheres que declararam a mesma coisa.